segunda-feira, 6 de junho de 2011

Adio, Adieu, Auf Wiedersehen, Good bye ou O Dia da Libertação

O PSD GANHOU. O PS PERDEU.
Ganhou a “INEXPERIÊNCIA”. Perdeu a EXPERIÊNCIA
Ganhou a JUVENTUDE. Perdeu a MATURIDADE
Ganhou a VERDADE. Perdeu a MENTIRA
Ganhou a HONESTIDADE. Perdeu a TRAPAÇA
Ganhou a HUMILDADE. Perdeu a ARROGÂNCIA
Ganhou a REALIDADE. Perdeu a FANTASIA
Ganhou o RIGOR. Perdeu o DESLEIXO
Ganhou a TRANSPARÊNCIA. Perdeu a OCULTAÇÃO
Ganhou a ESPERANÇA. Perdeu o CONFORMISMO
Ganhou a LIBERDADE. Perdeu a DITADURA

Com a vitória nestas eleições legislativas, o PSD ganhou também, por inerência, uma herança muito pesada, deixada pelos sucessivos erros do governo de José Sócrates, com o inequívoco apoio do PS. Quero eu com isto dizer que não há só um culpado mas sim muitos pois a bancada socialista da Assembleia da República (AR), suportou sempre e de forma incondicional, as decisões de Sócrates. E ainda há todos os que neles votaram e lhes deram legitimidade para governar.
De qualquer forma, voltámos a recuperar em Portugal, a partir de hoje, uma coisa que já se tinha perdido há algum tempo: ESPERANÇA. Passos Coelho, além de nos libertar do peso que representa Sócrates, teve a capacidade de nos devolver a fórmula para que possamos acreditar novamente em Portugal.

Obrigado, Pedro Passos Coelho.

Relativamente a Sócrates, espero sinceramente que vá para bem longe.
Ouvi-o a dirigir-se ao país numa forma como ele nunca o tinha feito antes. Durante os últimos seis anos, falou sempre aos portugueses com a sua habitual arrogância. Hoje parecia um cordeirinho. Tão patriota, tão dedicado à causa pública… Enfim, mais uma das suas intermináveis encenações. Agora, só é enganado quem é parvo.
Confesso que tive alguma satisfação em ver o pesado semblante daqueles que com a sapiência do senso comum, nos foram enganando ao longo destes últimos seis anos, pintando um país cheio de cor mas que afinal não passava de uma tela monocromática.
Estava eu aqui a recordar a célebre frase do ex-ministro Augusto Santos Silva “…quem se mete com o PS, leva!” e a pensar quem seria o desgraçado do PSD que estaria agora a sacrificar-se por toda a família laranja.
Não há dúvida que Sócrates, com esta derrota, tira um enorme peso dos ombros. Deve ter ficado fulo por ter perdido mas ficou também muito aliviado. Curioso, isto no PS é já uma prática corrente: tomam más decisões e depois fogem às responsabilidades. Basta recordar, por exemplo, o triste episódio da queda da Ponte de Entre-os-Rios e da consequente demissão daquele homem honrado, de sua graça Jorge Coelho, hoje elevado à categoria de Administrador Executivo.
Mas voltando ao Sócrates, notou-se efectivamente esse alívio precisamente pelo facto de ter passado toda a sua intervenção a sorrir, apesar de ter ficado visivelmente incomodado com uma pergunta de uma jornalista, sobre os processos jurídicos que o envolvem directamente, como por exemplo o processo Face Oculta.



Como Sócrates conseguiu baixar muito o nível do PS, quando a referida pergunta incomodativa lhe foi apresentada, veio ao de cimo a intolerância socialista dos presentes na sala que logo se prontificaram a vaiar a jornalista, de resto ao bom estilo socrático. Até aqui nada de novo.
A grande novidade vem precisamente da parte de Sócrates.
Não deixa de ser irónico. Depois de em Março ter sido reeleito Secretário-Geral do seu partido, com uma esmagadora maioria dos votos (93,3%), deixa de ser agora, num momento e passados dois meses e pouco, o líder do seu partido por demissão própria. No futebol diz-se: “futebol é isto mesmo”. Na política, a conversa é igual: “política é isto mesmo”.
Quando um indivíduo quer fazer com que as suas ideias cheguem a muita gente, sujeita-se a que haja algumas pessoas nessa gente que tem outra maneira de ver as mesmas coisas. Mas esse é um risco que qualquer pessoa corre, quando vive em sociedade.
Para terminar, quando Sócrates referiu que deixaria de ser Secretário-Geral, houve uns boys que manifestaram o seu desagrado. Compreende-se porquê. O “tacho” acabou.
Constatei também a atitude cabisbaixa dos ex-ministros como quem diz “…o nosso grande líder demitiu-se…o que será de nós agora?...”, como aquelas criancinhas que estão a brincar e de repente perdem o “dono da brincadeira” porque foi para casa. 

Afinal a profecia de Manuela Ferreira Leite realizou-se: Sócrates, nem na oposição.
Infelizmente para os portugueses, esta situação vem com dois anos de atraso.


Viva Portugal (…mas já sem Sócrates)

João Pando

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