terça-feira, 31 de maio de 2011

Novas Oportunidades – A Qualificação do "faz de conta"

Muito sem tem falado ultimamente nas Novas Oportunidades (NO). Este é um assunto de que tenho um conhecimento mais prático que teórico.
Diz Passos Coelho que o projecto Novas Oportunidades deveria ser auditado pois da forma como funciona, é um certificado à ignorância.
Na minha opinião, Passos Coelho tem razão quanto à auditoria pois ninguém sabe quanto se gasta e quais os resultados práticos. Aliás, algumas das leis que são produzidas neste país e aplicadas sobre estes 10 milhões de pessoas, deviam ser avaliadas continuamente para que se pudesse apurar se realmente estão a ter o efeito desejado ou não. Estou a lembrar-me, por exemplo, da Lei de Bases do Ensino ou de outras aplicadas na Educação, Saúde, Justiça, etc..
Sobre as NO, falei com algumas pessoas conhecidas que frequentaram cursos desse projecto e a conclusão a que chegámos foi a de que, mais uma vez, Passos Coelho tem razão. Aquilo que essas pessoas lá aprenderam foi coisa nenhuma ou pouco mais que isso. Não sei se será assim por todo o país nem em todos os cursos mas que há uma grande desilusão em relação a esses cursos, há.
Penso que as NO foram concebidas à imagem da licenciatura de Sócrates. Bem, no caso da licenciatura do PM demissionário foi até mais simples: fez um exame de inglês técnico e “voilá. De tal forma que até Mário Lino, que era seu ministro das Obras Públicas, referiu numa palestra que “…eu sou mesmo engenheiro”.
Por exemplo, uma das pessoas referiu-me que alguém da sua família tinha frequentado as NO para ficar com o 9º ano como habilitação literária mas que para o fazer só foi necessário apresentar o seu currículo de vida.
Vejamos então, eu conto a história da minha vida, por escrito, e fico com o 9º ano?
Não quis acreditar pois pensei que isso só existia nos contos de ficção. Mas outros relatos idênticos foram aparecendo.
Depois de pesquisar na Internet, sobre esse assunto, acabei por descobrir uma coisa fantástica. Como se fosse a “jóia da coroa”: no IEFP da Guarda, estava um cartaz apresentando um curso de futebolista mas que dava equivalência ao 9º ano. FAN-TÁS-TI-CO. Surreal. Aqui fica a prova.


Mas então de que serve o esforço diário dos alunos, a estudar, a fazer testes, a fazer trabalhos, a participar em actividades escolares, se depois estão em pé de igualdade com quem fez um currículo de vida para obter o mesmo nível de habilitações? É que os formandos das NO têm a perfeita noção de que é muito mais fácil ficar com o 9º ano ou o 12º através deste projecto.
Será esta situação, JUSTA??? Penso eu que isto é subverter todo o sistema de aprendizagem pois não é o mérito a ser premiado mas sim a ignorância. É a Educação à Sócrates.
Por este andar, qualquer dia as qualificações das pessoas têm a ver com as competências que se executam no dia-a-dia. Por exemplo: sabe apertar os atacadores dos ténis, tem o 7º ano, além disso sabe também lavar os dentes, passa para o 8º ano,…
Não há dúvida: é o facilitismo socialista, a trabalhar somente para a estatística e não para a preparação dos jovens para terem um futuro melhor, num país melhor.
Estas pessoas que frequentaram e frequentam as NO, mais cedo ou mais tarde irão integrar o mercado de trabalho. Aí sim, irão sentir as dificuldades inerentes às facilidades que tiveram na sua formação pois ninguém as orientou convenientemente.
Se formos analisar alguns dos cursos que são ministrados, por exemplo, na área da informática, que é o que conheço melhor, facilmente se verifica que os cursos estão mal estruturados.
Por exemplo, existem módulos com horas em excesso para o tipo de matéria envolvida. Além deste aspecto, existe também a questão dos formandos. Muitos deles possuem níveis de conhecimento muito abaixo do mínimo que é exigido para os cursos que frequentam. Verificam-se bastantes casos onde até o próprio nome têm dificuldade em escrever. Como é que se vai ensinar estas pessoas a trabalhar com o Office? Como é que se vai explicar a essas pessoas o funcionamento do Excel? Ou do PowerPoint? Para agravar ainda mais a situação, muitas destas pessoas faltam às aulas com frequência.
No final da formação, todos têm de ser aprovados para ficarem com o respectivo diploma. Mesmo que não tenham atingido os objectivos. Os formadores são pressionados a tal situação.
Logo, a pretensão de Pedro Passos Coelho em propor uma auditoria ao projecto das NO, tem toda a legitimidade e faz todo o sentido. Os portugueses devem saber:
·         Quanto gasta o Estado, anualmente, com este projecto e com cada formando?
·         Que cursos são ministrados e quais os currículos desses cursos?
·         Se os cursos ministrados estão adequados ao mercado de trabalho de cada região?
·         Quantas pessoas melhoraram a sua situação profissional com as NO?
·         Quantas pessoas obtiveram emprego com as NO?
·         Quais as competências com que essas pessoas ficam?
·         Qual o nível qualitativo que apresentam na resolução de situações?
·         ……..

Quer-me parecer que este projecto das NO foi mais um estratagema criado, pelo governo de Sócrates, com o único propósito de fazer diminuir a taxa de desemprego, já que quem frequenta estes cursos, para as estatísticas governamentais, é considerado como empregado.
Mesmo com estas artimanhas, Sócrates e o seu governo, deixaram que o número chegasse aos 700.000 desempregados.
Para terminar, quero somente referir que os currículos dos cursos podem ser consultados em http://www.catalogo.anq.gov.pt/.

Aqui vos deixo um bom exemplo.

*       Sistema operativo
o    Conceito
o    Unidades de armazenamento
o    Disquete, Disco Rígido e CDROM
*       Fundamentos de um sistema operativo DOS
o    Comandos internos e Externos
o    Execução de comandos
o    Manipulação de ficheiros
o    Ficheiros de sistema e de arranque
o    Configurações múltiplas de sistema
*       Fundamentos de um sistema operativo gráfico
o    Comandos internos e Externos
o    Execução de comandos
o    Manipulação de ficheiros
o    Ficheiros de sistema e de arranque
o    Configurações múltiplas de sistema


Viva Portugal (…sem Sócrates)

João Pando

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Cassete Sócrates e o caso das nomeações!

Nos últimos dias assistimos ao que parece ter sido mais uma das mentiras de Sócrates, juntando-lhe o inequívoco apoio do seu governo. Ou seja, a responsabilidade é repartida por todos eles.
Passos Coelho disse que Sócrates tinha procedido a “nomeações ocultas” enquanto o seu governo está em funções de gestão e que não tinham sido publicadas em Diário da República (DR). Sócrates não gostou e referiu que tinha dado “orientações expressas” para não haver nomeações em áreas do governo.
Depois vem novamente Passos Coelho referir que sendo assim e em caso de dúvida, iria publicar umas mensagens de correio electrónico na comunicação social, a provar essas nomeações pois até poderiam servir para que o governo procedesse a investigações.
Seguidamente, vem o Ministério da Justiça negar qualquer nomeação. Estávamos então no dia 23 de Maio passado.
Mas a ameaça de publicação das mensagens fez o seu efeito. Logo de seguida e antes que a mentira de Sócrates tomasse outras proporções, o ainda Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, João Tiago Silveira, apressou-se a admitir que efectivamente foram efectuadas seis admissões com “rigor, escrúpulos e estrita necessidade” e que essas admissões foram três governadores civis, o novo coordenador do Plano Nacional para a Saúde Mental, um posto não remunerado na Comissão do Fundo de Solidariedade Cultural do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e um funcionário no gabinete de ligação da Marinha. Todos de estrita necessidade. Segundo o governante, todas estas nomeações saíram em DR, só não soube dizer as datas.
Mas que raio, tantos boys do PS que foram nomeados para os gabinetes e ministérios e ninguém ajudou o homem com as datas, pá???
José Sócrates, que também tinha afirmado que as acusações do PSD eram infundadas, acabou mais tarde por admitir que afinal tinha havido seis nomeações para governadores civis (então…mas são todos governadores civis??? Em que ficamos???) mas que esses cargos cessam, caso o PS não vença as eleições de 5 de Junho.
Mais uma vez, Sócrates faltou à verdade.
Ora, isto significa que Passos Coelho, mais uma vez, tinha toda a razão ao acusar o governo demissionário de efectuar nomeações “à pressa”.
Já se tornou um hábito: Sócrates, quando fala, falta à verdade; Passo Coelho, quando fala, tem toda a razão.
Analisemos então esta trapalhada de Sócrates.
Considerando que:
·         Estas nomeações só perdem o seu carácter efectivo se forem revogadas e não como Sócrates afirma que terminam com a sua derrota nas eleições.
·         As nomeações só serão válidas se forem publicadas em DR.
·         Sócrates deu ordens expressas à Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) para não publicarem as nomeações a não ser depois das eleições.
Se não foram publicadas em DR, então não entendo por que motivo foram estas nomeações efectuadas, uma vez que os nomeados não podem exercer funções.
Se foram publicadas em DR, então Sócrates, mais uma vez, mentiu aos partidos da oposição e aos portugueses. De qualquer forma e a bem da transparência, se foram publicadas em DR, o governo deve dizer as respectivas datas das nomeações.
Resta saber se esses nomeados estão ou não já em efectividade de funções, nesses cargos.
A verificar-se isso, sem a sua saída em DR, seria claramente favorecimento partidário, violando todas as regras da democracia.
Como poderemos nós, valorosos portugueses, que dominámos o mundo, sermos governados novamente por um crápula sem qualidades e que deixou a vida dos seus compatriotas na miséria, mentindo, deturpando, omitindo e outras coisas piores?
Bem, depois das eleições, ganhas pelo PSD como espero, quantas mais surpresas “à Sócrates” irão aparecer? Quando o governo mudar, saberemos muitas coisas ainda ocultas.
Depois vemos Sócrates na campanha eleitoral a fazer-se de vítima, dizendo que o ofendem e que há uma campanha contra si (coitado!!!), quando na Guarda e referindo-se a Pedro Passos Coelho, disse: a “inexperiência”, “imaturidade”, “leviandade” e “ irresponsabilidade” e que vai estar ao serviço dos grandes grupos económicos. Isto foi o que Sócrates fez durante os últimos seis anos.
Sinceramente prefiro alguém “inexperiente” e com boas ideias para Portugal do que alguém experiente cujas ideias conduziram-nos a uma situação de bancarrota, de profunda miséria e pobreza.
Se as ideias de Sócrates nos conduziram à situação de bancarrota, como é que as mesmas ideias nos irão tirar de lá?
Entendo que ele continua a pensar que os portugueses são estúpidos o suficiente para que com as suas mentiras e falsidades habituais, lhe venham a dar o voto. Talvez se engane!

Mas a saga continuou…
Curiosamente, no dia 25 de Maio, é publicada uma notícia onde diz que “Nos últimos seis meses de 2010, os ministérios da Cultura e do Ensino Superior recrutaram 665 trabalhadores. Mais 665 funcionários, todos de estrita necessidade. E as pessoas que estão na Mobilidade, são inúteis???
O problema desta situação é que o Plano de Estabilidade e Crescimento II (PECII), a partir de Julho de 2010, congelou as contratações na Administração Pública. Ora, assim se prova que Passos Coelho mais uma vez tem razão quando afirma que nenhum dos PEC anteriores ao PECIV foi respeitado pelo governo.
Porque haveria Sócrates de respeitar o PECIV, se desrespeitou todos os PEC anteriores?
Agora é que já não entendo nada. Afinal as “orientações expressas” de Sócrates não foram seguidas?
Será que Sócrates deu mesmo essas orientações expressas ou foi só um sonho?
Será que Sócrates está a perder força, dentro do PS, ao ponto das suas “orientações expressas” já não serem respeitadas?

Veremos no dia 5 de Junho e seguintes

Viva Portugal (…sem Sócrates)

João Pando

domingo, 22 de maio de 2011

Valter Lemos e o Desemprego

No dia 17 de Maio último, ficámos todos a saber que a taxa de desemprego subiu para 12,4%. Disse o INE que este grande aumento da taxa se devia a uma alteração na sua forma de cálculo, caso contrário seria de 11,4%. A anterior taxa conhecida era de 11,1%. Ora, mesmo sendo 0,3% de aumento, isso representa muita gente. São mais uns milhares de pessoas que ficaram sem emprego, sem capacidade para pagar as suas contas, sem capacidade para manter os filhos na universidade, sem capacidade para se alimentarem convenientemente, sem capacidade para pagar a prestação das suas casas, etc.. É fácil concluir que este é exactamente o Estado Social que Sócrates e o PS defenderam e continuam a defender, já que consta do seu programa de governo, continuar com as mesmas políticas que nos conduziram ao estado de pré-bancarrota. A responsabilidade não é só de Sócrates. Ele teve todo o apoio do seu querido PS. E não venha agora dizer (…como se fossemos ignorantes, parvos e burros) que o PSD quer destruir o Estado social pois, na realidade, nada mais há para destruir. Nesse trabalho, ele foi muito competente. Tal como na destruição da Saúde, Educação, Justiça, Segurança, Economia,…
Mas face a este novo valor da taxa de desemprego, veio o brilhante Secretário de Estado do Emprego (eu substituía por Desemprego), Valter Lemos (…sim, esse que deu cabo da Educação, no mandato anterior), dizer nesta mesma data que o aumento da taxa de desemprego “estava dentro das expectativas” e que “o contributo mais significativo foi de pessoas que não estavam à procura de emprego e que agora estão”.
Vejamos, sabermos que o desemprego aumentou mas que está dentro das expectativas do governo, deixa-me muito mas muito mais tranquilo. A mim e aos que contribuíram para esse aumento da taxa, estando agora desempregados. Ora aí está uma boa notícia do governo.
O que não me deixa nada tranquilo é a incompetência demonstrada por estes senhores, ao longo dos últimos anos, na resolução desta situação. José Sócrates, neste aspecto, tratou bem a família socialista. A distribuição de cargos pelos seus “boys não tem semelhante situação nem que se lhe aproxime, na recente história da democracia portuguesa. Em muitos casos, esses “boys” melhoraram de forma exponencial a sua situação remuneratória, como é o caso de Rui Pedro Soares. De tal forma foi assim que o tal sobrinho daquele a quem o Estado tudo paga (Mário Soares) sem sabermos porquê, foi nomeado administrador da PT (vá-se lá a saber porquê), passando de 70 mil euros anuais em 2005 para 1.500 mil euros anuais em 2009. É que juntar Sócrates e o Figo, ir a Espanha tratar da compra da TVI e outros, deu-lhe muito trabalho!
Mas a justificação que Valter Lemos apresenta, é extraordinária. Saberá ele o que é a taxa de desemprego? Na minha opinião, a essas pessoas “que não estavam à procura de emprego e que agora estão”, como ele diz, designo-as de duas maneiras:
·         pessoas “que estavam” a trabalhar, perderam o emprego  e que “agora estão” desempregadas por inércia do governo no sector da economia;
·         socialistas com cargos políticos de nomeação”, após as eleições de 5 de Junho.
Considero que aquilo que mais dignifica o ser humano, é a capacidade de se auto-sustentar, a si e à sua família, garantindo-lhes dois pilares de base essenciais: saúde e educação.
Os socialistas até isso tiraram a mais de 700.000 portugueses.
É que estes senhores socialistas tratam a questão do desemprego com tamanha leviandade que por vezes fico a pensar se terão noção do que é perder o emprego, de quantas pessoas e famílias estarão representadas na taxa de desemprego ou até neste seu acréscimo recente, de quantas famílias que por questões de desemprego, desenvolveram problemas sociais gravíssimos no seu núcleo, devido às políticas económicas erradas, etc..
Os socialistas sempre nos habituaram a políticas que nos conduzem à pobreza. Conduziram-nos a uma taxa de desemprego que é a mais elevada em Portugal, desde que se publicam estatísticas, conduziram a que o FMI entrasse 3 vezes em Portugal e só não foram 4 porque Guterres se demitiu, conduziram a Educação ao facilitismo com que os alunos se confrontam hoje, conduziram a Justiça ao favorecimento de quem é bandido, conduziram a Segurança ao favorecimento de quem é marginal, a Saúde favorece cada vez menos pessoas pois houve uma corrida desenfreada ao encerramento de unidades de saúde espalhadas pelo país, que garantiam cuidados médicos a muita gente, Etc.. Os exemplos são infinitos.
Sócrates quer continuar com as mesmas políticas. Não bastará já de políticas destrutivas?

Necessitamos de outra atitude, de políticas construtivas.
Nós merecemos.

Viva Portugal (…sem Sócrates)

João Pando

terça-feira, 17 de maio de 2011

Atitude política!

Tenho assistido com bastante interesse, aos debates televisivos entre os líderes dos partidos com assento parlamentar. Infelizmente em Portugal, o programa de governação que cada partido apresenta, é o factor que menos conta para as eleições legislativas. Basta falarmos no dia-a-dia com as pessoas para rapidamente chegarmos à triste conclusão de que são poucos os que sabem quais as propostas de cada partido, que por vezes não sabem quem são os líderes nem tão pouco querem ouvir falar de política. Na minha opinião, não é um bom princípio pois sendo a política que nos dá ou tira tudo (ex. Orçamento de Estado), ao não se estar atento à política, estamos a dar aos seus actores, demasiada liberdade para fazerem o que bem lhes apetece.
 Bem, mas como segundo Jan Neruda - “Quem não sabe nada tem de acreditar em tudo”, é muito fácil concluir que muitos portugueses quando vão votar, não saberão certamente o que estarão a fazer. Votam mas não sabem em quê.
Prova disso é a curiosidade natural de quem, ao começar mais um debate político muda o canal de TV para a telenovela e pergunta no dia seguinte “…mas afinal quem ganhou o debate de ontem?”. Consoante a resposta de alguém mais informado, assim será o seu sentido de voto. Até poderá estar a votar em coisas com as quais discorda totalmente mas como fulano de tal ganhou o debate
Tudo isto é democracia. E da boa!
Estes debates televisivos servem, penso eu, para esclarecer alguns pontos dos programas partidários que por vezes possam parecer confusos ou menos esclarecedores e também para confrontar os governantes anteriores sobre a sua actuação, ao longo do mandato. É claro que os debates influenciam e devem influenciar o voto, uma vez que são instrumentos de informação, de esclarecimento. Ou melhor, deviam ser. No entanto, não devem ser tidos como o único meio de influenciar o voto.
Quanto ao conteúdo dos debates, já estamos habituados a que eles sirvam para os intervenientes trocarem acusações. Principalmente quando intervém o primeiro-ministro demissionário e começa a acusar o PSD, num debate com outro líder político. Uma tremenda falta de respeito. Mas desse senhor, outra coisa não seria de esperar. Aliás, dantes havia o “Cassete Carvalhas”, depois veio o “Cassete Jerónimo” e presentemente estamos na fase do “Cassete Sócrates”. Vitimiza-se dizendo vezes sem conta que os outros provocaram uma crise política, quando foi ele quem se demitiu. Foi ele quem a provocou com a sua governação.
Será que ele alguma vez conseguirá perceber que AS VÍTIMAS SOMOS NÓS, PORTUGUESES, E NÃO ELE? Duvido.
Quanto aos intervenientes, na minha modesta opinião, até agora sobressaíram três. Passos Coelho, Sócrates e Paulo Portas.
Passos Coelho, é um indivíduo pragmático, educado, com postura correcta, com princípios, que sabe o que diz, que não mente e que tem estado muito seguro com as suas afirmações, no interesse de Portugal. Não é um produto de marketing televisivo mas tem estado muito bem.
Paulo Portas, é um indivíduo educado, muito inteligente, com uma postura também muito correcta, estuda muito bem os assuntos antes de falar deles, lutador e que tem sido brilhante nas suas intervenções. Se o CDS/PP é a terceira força política nacional, deve-o essencialmente a ele.
Sócrates, é um produto televisivo, de marketing, pouco inteligente mas “chico-esperto” (a fazer lembrar o sucesso casual e fugaz à Big Brother, obviamente não sustentado por qualquer espécie de talento), desprovido de qualquer conteúdo político mas com muito conteúdo de politiquice, arrogante, cínico, charlatão, teatral, mentiroso.
Apesar de ser um produto mediático, não tem estado tão bem como nos debates das eleições de 2009. Mas nessa altura, a “concorrência” não estava tão bem preparada.
Nem sequer no episódio da pasta vazia, com Paulo Portas, ele conseguiu somar pontos já que foi a jornalista quem respondeu a Sócrates acerca da data de apresentação do programa do CDS/PP: dia 14 de Maio. Penso que aí quem capitalizou foi Portas e a jornalista.
Quanto aos canais de televisão, penso que têm sido completamente parciais para o lado de Sócrates e do PS. Ainda há pouco estive a ver na Sic – Notícias, o comentário ao debate entre Sócrates e Jerónimo de Sousa. Pois o tempo em que as mensagens de rodapé, com afirmações de Sócrates, permaneceram estáticas no ecrã foi bem superior ao tempo das mensagens de Jerónimo de Sousa. Estas pequenas coisas também contam. E não é pouco!
De qualquer forma, multiplicam-se as sondagens para dizer aos portugueses quem está melhor posicionado para vencer. Mas aqui ressaltam, de imediato, algumas questões com que cada um se deve interrogar.
Quem efectua as sondagens?
Qual a sua tendência política?
Onde foi seleccionada a amostra?
Qual a percentagem de respostas?
Os resultados terão sido inventados?
Etc…
É sabido por todos que as sondagens são perfeitamente manipuladas por quem as faz. Eu prefiro esperar pela contagem dos votos. Aí sim, será definitivo.
Mas quero alertar os leitores para a seguinte questão:
caso o PS ganhe estas eleições (o que não acredito, de todo, a não ser que os portugueses gostem de ser pobres e viver na miséria), quanto tempo durará o seu governo, uma vez que os restantes partidos com assento parlamentar recusam-se a formar coligações governamentais com o PS? Há que ter este aspecto em consideração. Quanto a mim, é uma questão muito séria. Será que daqui a 6 meses vamos novamente a eleições? Ganhamos alguma coisa com isso? Essa situação não seria nada boa, com toda a certeza.
Mas existem ainda outras questões. Por exemplo, é vulgar queixarmo-nos de que os governantes são corruptos, mentirosos, que são uns incompetentes, que deviam estar presos, etc.. Mas quando nós temos a oportunidade de colocar essa gente fora das lides da governação (já não digo atrás das grades, que era onde Sócrates deveria estar), há sempre pessoas que colocam outros valores à frente do interesse público e da sua pátria e lá vão votar nessa gente sem princípios. Penso que essas pessoas deviam ser co-responsabilizadas também, em caso de má gestão da coisa pública, tal como aconteceu com Sócrates.
Foi tal a má gestão de Sócrates e do seu governo PS, que em somente 6 anos conseguiu condenar toda uma geração e hipotecar o futuro de várias que hão-de vir.
É que alguém tem de pagar a dívida externa. É um país mais que endividado que deixamos de herança aos nossos filhos. Não esperem agradecimento da sua parte.
Para terminar, por hoje, quero falar de um assunto que me preocupa bastante. Tem a ver com EMIGRAÇÃO.
Na passada 5ª feira, mais um dos meus amigos emigrou para um outro país europeu. Dizia-me ele, no fim-de-semana anterior, que já não conseguia viver em Portugal. Ia emigrar para tentar viver uma vida melhor e poder dar ao filho muito mais do que conseguia no seu próprio país.
Mas que diabo!
Porque será que nós portugueses, acabamos sempre por sair da nossa terra, do nosso país, da nossa pátria, da nossa cultura, das nossas famílias, dos nossos amigos, para ir procurar uma vida melhor noutro lado?
Porque não podemos nós ter isso na nossa terra?
O fenómeno actual da emigração é já superior ao dos anos 60 e 70, mas com uma grande diferença:
Agora quem parte é mão-de-obra especializada.

Viva Portugal (…sem Sócrates)

João Pando

quinta-feira, 5 de maio de 2011

“O pai da Bancarrota”

O país assistiu ontem, 3 de Maio, a mais uma degradante demonstração de vítima daquele que é considerado por mim, “O pai da Bancarrota”, em Portugal. O ingenheiro (sim, porque se eu quis ter um curso superior, tive de lá andar 5 anos a estudar) José Sócrates. Curioso, esta questão da falsa licenciatura já passou um pouco de moda pois as mentiras são tantas e processam-se a um ritmo tão elevado que nos vamos esquecendo de algumas já passadas.
Mas dizia eu que o nosso (infelizmente ainda) primeiro-ministro, que anda já a governar com o FMI mas contra vontade, apresentou-se como vítima mas também como o grande salvador da pátria. Este grande patriota tinha, na sua maneira de ver, salvo o país através deste brilhante acordo com a troika.
Vejamos então isto mais de perto, para ver quem salvou o quê.
“Se bem me lembro”, como dizia o saudoso Prof. Vitorino Nemésio nos seus programas televisivos, daquilo que li do famoso PEC IV, produto do governo chefiado por Sócrates, quem saía mais penalizado não era nem o Estado, nem a classe política. Quem eram as vítimas do PEC IV éramos nós, as pessoas comuns, os cidadãos. Basta ler. E lembro-me também que nessa altura, o PSD pela voz de Passos Coelho se manifestou contra esse PEC IV, por considerar que os cidadãos já estavam a sofrer demasiado com os PEC’s anteriores (os quais não foram cumpridos pelo governo) e com os orçamentos anteriores. Era portanto agora necessário transferir as penalizações para o Estado, cortando na sua despesa, aliviando assim os portugueses.
Vê-se agora que o PSD de Passos Coelho tinha razão.
Afinal Sócrates vem reconhecer finalmente, mas de forma implícita, que estava errado e que aquilo que o PSD andava a dizer há já muito tempo atrás, estava correctíssimo. Os cortes devem recair sobre a despesa pública e não directamente sobre as pessoas, as suas reformas, os seus salários.
Afinal quem deu importantes ideias mestras para este acordo foi o PSD e não o governo. É mérito do PSD.
Sócrates errou desta vez e anda a fazê-lo continuamente desde 2005, quando formou o seu governo de maioria.
Bom, mas no meio disto tudo, aconteceu algo insólito. O primeiro-ministro, acompanhado por aquele que no 25 de Abril estava em reuniões com a troika mas que afinal estava na sua casa de Vila Nova de Cerveira (mais uma mentira – o homem não pára!), referiu o que não vai acontecer mas esqueceu-se de referir o que vai acontecer. Mais uma vez escondeu dos portugueses as coisas desagradáveis.
Nem sequer o valor do empréstimo, ele transmitiu aos portugueses. Soubemos pouco depois que é de 78 mil milhões de euros. Para quem não necessitava de ajuda…
É assim que se é patriota? É assim que se defende os interesses do país?
Por aqui se pode ver qual o nível de respeito que Sócrates tem para com os seus compatriotas.
O que também considero grave é o facto de a lei permitir que ele seja candidato, depois de todo o mal que nos fez.
Mas afinal, porque chegámos nós a este acordo com a troika?
Em primeiro lugar e para sermos sérios, devemos questionar “porque está a troika em Portugal?”
Porque tivemos um governo que ainda se encontra em funções, que em lugar de estar preocupado com as necessidades do país e com as dos seus compatriotas, esteve ocupado em satisfazer as suas próprias necessidades e as dos seus amigos. E que dispendiosas foram essas necessidades! As técnicas de marketing, a meu ver, foram o meio encontrado para encobrir toda esta engrenagem maquiavélica.
Em segundo lugar, porque pela terceira vez (…e não foram quatro porque o Guterres foi-se embora), em 37 anos de democracia, o PS nos conduziu à situação de bancarrota, tendo nós portugueses de ser ajudados por terceiros.
Que credibilidade teremos nós portugueses, no estrangeiro, quando nem sequer conseguimos gerir este pedaço de terra a que chamamos Portugal?
Que credibilidade teremos nós portugueses, no estrangeiro, quando em 37 anos não conseguimos melhorar a vida de 10 milhões de pessoas, antes pelo contrário, ficámos mais pobres?
Como é que alguém que nos conduziu, conscientemente, à bancarrota, fome, miséria, desemprego, insegurança, injustiça, deseducação, saúde doente, emigração,…, nos conseguirá alguma vez de lá tirar?
Como é que alguém que nos conduziu, conscientemente, à bancarrota, alguma vez se poderá vangloriar de um acordo que negociou e que nos penaliza bastante?
Ora, se emigramos para procurar uma vida melhor noutros países, porque diabo não podemos nós, portugueses, ter uma vida melhor EM PORTUGAL?
Como é que alguém que nos foi empobrecendo e penalizando sucessivamente, de forma consciente, tem hoje cara para vir dizer o que quer que seja? Já não há vergonha???
Nunca ouvi Sócrates a assumir qualquer tipo de responsabilidade no resultado dos seus sucessivos erros. Mas então se o homem fez tudo bem, porque estamos nós na bancarrota?
É bom não esquecer que Sócrates não esteve só, durante estes 6 anos. Tanto os restantes membros do governo como o partido socialista que o apoia, estiveram sempre e incondicionalmente do seu lado.
“Tão ladrão é o que vai à vinha como o que fica à porta.”
Logo, tanto o PS como aqueles que são candidatos às próximas eleições legislativas são cúmplices.
Antes de terminar, queria deixar aqui uma ideia.
Como nós todos sabemos, Sócrates é um produto de marketing. Nisso ele até joga bem.
Ora, considerando que:
·         As pessoas devem desenvolver aquelas actividades que melhor sabem fazer.
·         A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) visa o apoio à internacionalização da economia portuguesa.
·         Nos livrávamos do Sócrates, como governante.
A minha proposta é colocar Sócrates como responsável pela AICEP pois é necessário aumentar as exportações das nossas empresas. Como Ás do marketing, ele consegue-o de certeza.
Mas é só para mandar, não para fazer pois já sabemos que onde ele mete as mãos, estraga.
Mesmo para terminar, quero só deixar esta mensagem:

"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos." (Provérbio Chinês).


Viva Portugal

João Pando