O país assistiu ontem, 3 de Maio, a mais uma degradante demonstração de vítima daquele que é considerado por mim, “O pai da Bancarrota”, em Portugal. O ingenheiro (sim, porque se eu quis ter um curso superior, tive de lá andar 5 anos a estudar) José Sócrates. Curioso, esta questão da falsa licenciatura já passou um pouco de moda pois as mentiras são tantas e processam-se a um ritmo tão elevado que nos vamos esquecendo de algumas já passadas.
Mas dizia eu que o nosso (infelizmente ainda) primeiro-ministro, que anda já a governar com o FMI mas contra vontade, apresentou-se como vítima mas também como o grande salvador da pátria. Este grande patriota tinha, na sua maneira de ver, salvo o país através deste brilhante acordo com a troika.
Vejamos então isto mais de perto, para ver quem salvou o quê.
“Se bem me lembro”, como dizia o saudoso Prof. Vitorino Nemésio nos seus programas televisivos, daquilo que li do famoso PEC IV, produto do governo chefiado por Sócrates, quem saía mais penalizado não era nem o Estado, nem a classe política. Quem eram as vítimas do PEC IV éramos nós, as pessoas comuns, os cidadãos. Basta ler. E lembro-me também que nessa altura, o PSD pela voz de Passos Coelho se manifestou contra esse PEC IV, por considerar que os cidadãos já estavam a sofrer demasiado com os PEC’s anteriores (os quais não foram cumpridos pelo governo) e com os orçamentos anteriores. Era portanto agora necessário transferir as penalizações para o Estado, cortando na sua despesa, aliviando assim os portugueses.
Vê-se agora que o PSD de Passos Coelho tinha razão.
Afinal Sócrates vem reconhecer finalmente, mas de forma implícita, que estava errado e que aquilo que o PSD andava a dizer há já muito tempo atrás, estava correctíssimo. Os cortes devem recair sobre a despesa pública e não directamente sobre as pessoas, as suas reformas, os seus salários.
Afinal quem deu importantes ideias mestras para este acordo foi o PSD e não o governo. É mérito do PSD.
Sócrates errou desta vez e anda a fazê-lo continuamente desde 2005, quando formou o seu governo de maioria.
Bom, mas no meio disto tudo, aconteceu algo insólito. O primeiro-ministro, acompanhado por aquele que no 25 de Abril estava em reuniões com a troika mas que afinal estava na sua casa de Vila Nova de Cerveira (mais uma mentira – o homem não pára!), referiu o que não vai acontecer mas esqueceu-se de referir o que vai acontecer. Mais uma vez escondeu dos portugueses as coisas desagradáveis.
Nem sequer o valor do empréstimo, ele transmitiu aos portugueses. Soubemos pouco depois que é de 78 mil milhões de euros. Para quem não necessitava de ajuda…
É assim que se é patriota? É assim que se defende os interesses do país?
Por aqui se pode ver qual o nível de respeito que Sócrates tem para com os seus compatriotas.
O que também considero grave é o facto de a lei permitir que ele seja candidato, depois de todo o mal que nos fez.
Mas afinal, porque chegámos nós a este acordo com a troika?
Em primeiro lugar e para sermos sérios, devemos questionar “porque está a troika em Portugal?”
Porque tivemos um governo que ainda se encontra em funções, que em lugar de estar preocupado com as necessidades do país e com as dos seus compatriotas, esteve ocupado em satisfazer as suas próprias necessidades e as dos seus amigos. E que dispendiosas foram essas necessidades! As técnicas de marketing, a meu ver, foram o meio encontrado para encobrir toda esta engrenagem maquiavélica.
Em segundo lugar, porque pela terceira vez (…e não foram quatro porque o Guterres foi-se embora), em 37 anos de democracia, o PS nos conduziu à situação de bancarrota, tendo nós portugueses de ser ajudados por terceiros.
Que credibilidade teremos nós portugueses, no estrangeiro, quando nem sequer conseguimos gerir este pedaço de terra a que chamamos Portugal?
Que credibilidade teremos nós portugueses, no estrangeiro, quando em 37 anos não conseguimos melhorar a vida de 10 milhões de pessoas, antes pelo contrário, ficámos mais pobres?
Como é que alguém que nos conduziu, conscientemente, à bancarrota, fome, miséria, desemprego, insegurança, injustiça, deseducação, saúde doente, emigração,…, nos conseguirá alguma vez de lá tirar?
Como é que alguém que nos conduziu, conscientemente, à bancarrota, alguma vez se poderá vangloriar de um acordo que negociou e que nos penaliza bastante?
Ora, se emigramos para procurar uma vida melhor noutros países, porque diabo não podemos nós, portugueses, ter uma vida melhor EM PORTUGAL?
Como é que alguém que nos foi empobrecendo e penalizando sucessivamente, de forma consciente, tem hoje cara para vir dizer o que quer que seja? Já não há vergonha???
Nunca ouvi Sócrates a assumir qualquer tipo de responsabilidade no resultado dos seus sucessivos erros. Mas então se o homem fez tudo bem, porque estamos nós na bancarrota?
É bom não esquecer que Sócrates não esteve só, durante estes 6 anos. Tanto os restantes membros do governo como o partido socialista que o apoia, estiveram sempre e incondicionalmente do seu lado.
“Tão ladrão é o que vai à vinha como o que fica à porta.”
Logo, tanto o PS como aqueles que são candidatos às próximas eleições legislativas são cúmplices.
Antes de terminar, queria deixar aqui uma ideia.
Como nós todos sabemos, Sócrates é um produto de marketing. Nisso ele até joga bem.
Ora, considerando que:
· As pessoas devem desenvolver aquelas actividades que melhor sabem fazer.
· A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) visa o apoio à internacionalização da economia portuguesa.
· Nos livrávamos do Sócrates, como governante.
A minha proposta é colocar Sócrates como responsável pela AICEP pois é necessário aumentar as exportações das nossas empresas. Como Ás do marketing, ele consegue-o de certeza.
Mas é só para mandar, não para fazer pois já sabemos que onde ele mete as mãos, estraga.
Mesmo para terminar, quero só deixar esta mensagem:
"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos." (Provérbio Chinês).
Viva Portugal
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