domingo, 22 de maio de 2011

Valter Lemos e o Desemprego

No dia 17 de Maio último, ficámos todos a saber que a taxa de desemprego subiu para 12,4%. Disse o INE que este grande aumento da taxa se devia a uma alteração na sua forma de cálculo, caso contrário seria de 11,4%. A anterior taxa conhecida era de 11,1%. Ora, mesmo sendo 0,3% de aumento, isso representa muita gente. São mais uns milhares de pessoas que ficaram sem emprego, sem capacidade para pagar as suas contas, sem capacidade para manter os filhos na universidade, sem capacidade para se alimentarem convenientemente, sem capacidade para pagar a prestação das suas casas, etc.. É fácil concluir que este é exactamente o Estado Social que Sócrates e o PS defenderam e continuam a defender, já que consta do seu programa de governo, continuar com as mesmas políticas que nos conduziram ao estado de pré-bancarrota. A responsabilidade não é só de Sócrates. Ele teve todo o apoio do seu querido PS. E não venha agora dizer (…como se fossemos ignorantes, parvos e burros) que o PSD quer destruir o Estado social pois, na realidade, nada mais há para destruir. Nesse trabalho, ele foi muito competente. Tal como na destruição da Saúde, Educação, Justiça, Segurança, Economia,…
Mas face a este novo valor da taxa de desemprego, veio o brilhante Secretário de Estado do Emprego (eu substituía por Desemprego), Valter Lemos (…sim, esse que deu cabo da Educação, no mandato anterior), dizer nesta mesma data que o aumento da taxa de desemprego “estava dentro das expectativas” e que “o contributo mais significativo foi de pessoas que não estavam à procura de emprego e que agora estão”.
Vejamos, sabermos que o desemprego aumentou mas que está dentro das expectativas do governo, deixa-me muito mas muito mais tranquilo. A mim e aos que contribuíram para esse aumento da taxa, estando agora desempregados. Ora aí está uma boa notícia do governo.
O que não me deixa nada tranquilo é a incompetência demonstrada por estes senhores, ao longo dos últimos anos, na resolução desta situação. José Sócrates, neste aspecto, tratou bem a família socialista. A distribuição de cargos pelos seus “boys não tem semelhante situação nem que se lhe aproxime, na recente história da democracia portuguesa. Em muitos casos, esses “boys” melhoraram de forma exponencial a sua situação remuneratória, como é o caso de Rui Pedro Soares. De tal forma foi assim que o tal sobrinho daquele a quem o Estado tudo paga (Mário Soares) sem sabermos porquê, foi nomeado administrador da PT (vá-se lá a saber porquê), passando de 70 mil euros anuais em 2005 para 1.500 mil euros anuais em 2009. É que juntar Sócrates e o Figo, ir a Espanha tratar da compra da TVI e outros, deu-lhe muito trabalho!
Mas a justificação que Valter Lemos apresenta, é extraordinária. Saberá ele o que é a taxa de desemprego? Na minha opinião, a essas pessoas “que não estavam à procura de emprego e que agora estão”, como ele diz, designo-as de duas maneiras:
·         pessoas “que estavam” a trabalhar, perderam o emprego  e que “agora estão” desempregadas por inércia do governo no sector da economia;
·         socialistas com cargos políticos de nomeação”, após as eleições de 5 de Junho.
Considero que aquilo que mais dignifica o ser humano, é a capacidade de se auto-sustentar, a si e à sua família, garantindo-lhes dois pilares de base essenciais: saúde e educação.
Os socialistas até isso tiraram a mais de 700.000 portugueses.
É que estes senhores socialistas tratam a questão do desemprego com tamanha leviandade que por vezes fico a pensar se terão noção do que é perder o emprego, de quantas pessoas e famílias estarão representadas na taxa de desemprego ou até neste seu acréscimo recente, de quantas famílias que por questões de desemprego, desenvolveram problemas sociais gravíssimos no seu núcleo, devido às políticas económicas erradas, etc..
Os socialistas sempre nos habituaram a políticas que nos conduzem à pobreza. Conduziram-nos a uma taxa de desemprego que é a mais elevada em Portugal, desde que se publicam estatísticas, conduziram a que o FMI entrasse 3 vezes em Portugal e só não foram 4 porque Guterres se demitiu, conduziram a Educação ao facilitismo com que os alunos se confrontam hoje, conduziram a Justiça ao favorecimento de quem é bandido, conduziram a Segurança ao favorecimento de quem é marginal, a Saúde favorece cada vez menos pessoas pois houve uma corrida desenfreada ao encerramento de unidades de saúde espalhadas pelo país, que garantiam cuidados médicos a muita gente, Etc.. Os exemplos são infinitos.
Sócrates quer continuar com as mesmas políticas. Não bastará já de políticas destrutivas?

Necessitamos de outra atitude, de políticas construtivas.
Nós merecemos.

Viva Portugal (…sem Sócrates)

João Pando

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