domingo, 12 de junho de 2011

Sócrates, “o Sábio”

Consta que José Sócrates, esse brilhante estadista português, vai estudar para França, frequentar um curso de filosofia.
Curiosamente na semana em que se sabe desta nova aventura de Sócrates, ficou-se a saber também que existem alunos em Portugal que estão a deixar de estudar por questões financeiras. Alunos dos 2º e 3º ciclos que por motivos de desemprego dos pais ou por outras dificuldades financeiras não podem continuar a sua formação de base para poderem almejar uma vida melhor, no futuro, quer para si quer para as suas famílias. Consequentemente, a sua maior formação, conduzirá a um aumento da qualidade do trabalho prestado pela mão-de-obra portuguesa, o que afectará positivamente, com toda a certeza, o Produto Interno Bruto nacional.
Ora a falta de capacidade financeira dos pais destes alunos (…e não só), resulta das políticas aplicadas ao longo dos últimos anos, pelos sucessivos governos socialistas. Foram muitos anos de políticas erradas.
Aliás, se analisarmos a situação portuguesa desde a Revolução dos Cravos, verificamos que sempre que houve governos socialistas, Portugal aprofundou as suas crises, de onde foi sempre difícil sair. Veja-se os casos de Mário Soares, de Guterres ou mais recentemente e totalmente devastador, Sócrates.
Apesar de Portugal ser um país tendencialmente de esquerda (vá-se lá a saber porquê), os portugueses reconhecem, na suposta direita (para os comunistas e bloquistas, o PSD é de direita, tal como o CDS/PP, vá-se lá a saber porquê, também), uma extraordinária capacidade de recuperar todos os indicadores nacionais, sejam eles económicos, financeiros, sociais, de justiça, de saúde, de segurança, etc, e devolver aos cidadãos, a qualidade de vida que eles merecem ter pois todos os dias se esforçam para que isso aconteça.
Mas voltando à questão inicial destas minhas palavras, não deixa de ser irónico o facto de que enquanto há alunos que desistem de estudar por falta de dinheiro para o fazer, outros há que depois de terem levado este país magnífico à situação de pré-bancarrota, tirando a possibilidade a muitas famílias de pagar os estudos dos filhos, possam ir estudar para uma das cidades mais caras da Europa: Paris.
Bom, talvez ele agora consiga finalmente ter um curso em que seja mesmo necessário estudar.
Mas…de onde terá vindo esse dinheiro que lhe vai suportar a vida em Paris?
Porque não chegaram ao fim, todos os processos onde Sócrates estava referenciado para se concluir se houve ou não desvio de fundos públicos?
Qual o envolvimento de Noronha do Nascimento, que deveria zelar pela Justiça e não por interesses pessoais?
Qual o envolvimento da Procuradoria-geral da República nestes casos?
Sócrates vai-se embora, libertando-se de um peso enorme que o próprio criou. No entanto, é minha convicção que ele voltará daqui por 5 ou 10 anos para se candidatar à Presidência da República. Se eu ainda cá estiver nessa altura, hei-de esforçar-me por relembrar os que têm memória curta sobre quem foi esse senhor e o que fez por todos nós.
Agora esperam-nos tempos muito difíceis. Tal como em vezes anteriores, sempre que os socialistas nos levaram a crises profundas, lá vieram os social-democratas para repor a situação. O que acontece é que quando o PSD já tem o país recuperado e as instituições a funcionar normalmente, algo de estranho se passa nas cabeças dos portugueses pois voltam novamente a querer viver em crise. Espero que desta vez seja diferente.

Tem sido sempre essa a sina do PSD.
Vai continuar a ser essa a sina do PSD?

Viva Portugal

João Pando

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