quinta-feira, 7 de abril de 2011

Homem de palavra

Nós, portugueses, tivemos hoje dia 6 de Abril de 2011, o privilégio de assistir, ao vivo e a cores, a mais uma demonstração da firmeza e da coerência do nosso PM demissionário José Sócrates. Veio ele dizer (…finalmente!) que Portugal solicitou ajuda financeira externa à UE. Na opinião de alguns (…muitos e entendidos na matéria), isto já devia ter sido efectuado muito antes pois era inevitável e não tinha deixado o país chegar tão baixo financeiramente, facilitando a recuperação económica.
Pode parecer estranho a alguns, o facto de ele ainda hoje de manhã ter insistido em que Portugal não necessitava da ajuda externa, como anda a dizer há meses. Não querendo desculpar Sócrates, penso que isso só aconteceu porque de manhã as pessoas ainda estão um pouco ensonadas e…
Na conferência de imprensa que Sócrates deu, depois do Conselho de Ministros extraordinário, e que começou bem atrasada, lá veio ele novamente vestir a pele de cordeiro e acusar toda a oposição, como se esta situação fosse evitável com um qualquer PEC. Não o conseguiu com nenhum dos anteriores, porquê?
Mas porque diabo há-de ser ele a ter razão e não todos os restantes?
Até porque se soube no início deste mês (…parece que voltámos à época dos descobrimentos sem galgar fronteiras) que afinal o défice não é 7,3% mas sim 8,6%. São só mais de 3 mil milhões de euros de diferença. Matava a fome a muita gente e financiava muitas empresas.
Mas apesar de nos mentir e enganar constantemente, de nos tornar mais pobres,…, de omitir informação, tentando controlar a todo o custo os média, também conseguimos aprender algumas coisas com Sócrates. Por exemplo, responder à pergunta o que é o socialismo. Hoje sei dar essa resposta, sem qualquer margem para dúvida.
Socialismo é uma teoria político/económica que permite governar um país, levando-o à situação de bancarrota e atribuir a culpa a terceiros.
Mas sobre o que é ou deixa de ser o socialismo, escreverei brevemente algumas palavras.
A questão que quero aqui apresentar é a seguinte:
·         Considerando que a ajuda externa mais imediata vem do FEEF (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira);
·         Considerando que o próximo governo terá de negociar, com o FMI, as próximas ajudas financeiras ao país;
·         Considerando que estamos a sensivelmente dois meses das eleições legislativas;
·         Considerando que Sócrates, como homem de palavra que é, honrando as suas afirmações, não governará com o FMI.

Pergunto:
·         Quem será o candidato a PM que o PS irá apresentar às próximas eleições legislativas?

Aguardemos então os próximos episódios desta novela.

Viva Portugal

João Pando

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