sábado, 1 de janeiro de 2011

A Minha Mensagem de Ano Novo

Nos últimos 15 anos da história deste país a quem chamamos de Portugal, fomos 13 anos governados por socialistas. Primeiro, com início em 1995, pelo Eng. Guterres (…não, não, este é mesmo engenheiro!), que esbanjou enquanto houve mas quando “a vaca deixou de dar leite”, foi “mamar” para outro lado. Depois em 2005, o Eng. Sócrates (…pois, este é que é o tal da licenciatura no dia santo…) que tão bem nos tem governado até hoje. Mesmo os mais desatentos conseguem ver em que medida o socialismo e principalmente o actual governo têm sido bons para os portugueses, até porque o sentimos na pele, diariamente.

Posto isto, quero referir que a minha mensagem de Ano Novo é de agradecimento.

Como tal, quero agradecer publicamente a todos os militantes do PS, a todas as pessoas que votaram no Sócrates, nas últimas legislativas e a todos os que o têm apoiado, o facto de o meu salário sofrer um valente corte neste ano de 2011, assim como a minha família e a maior parte das famílias deste país terem ficado mais pobres e termos de fazer ainda mais sacrifícios para manter os filhos a estudar na universidade, não podermos passear como fazem as famílias normais, não podermos comprar toda a comida que desejamos, quer em quantidade quer em qualidade, não podermos comprar livros para engrandecermos o espírito, não poder trocar de sofás, de ter de reduzir bastante os jantares com os amigos, não poder trocar de carro como os senhores políticos fazem frequentemente, pois o meu já tem 10 anos e segundo a nossa classe política, os carros com 10 anos já dão muitos problemas, quero agradecer também o facto de ir pagar mais pela energia eléctrica quando andámos a encher o país de energias alternativas, pela taxa de radiodifusão, pelas taxas moderadoras, pelas portagens nas SCUT e respectivas trapalhadas nos sistemas de pagamento, pelas incompetentes políticas de educação e saúde que nos fecharam escolas, maternidades, urgências, SAP’s e centros de saúde, pelas dezenas de ambulâncias novas que estiveram estacionadas mais de um ano quando deveriam estar ao serviço das pessoas, pelos nascimentos em ambulâncias sem as condições mínimas de garantia de um parto seguro, pela lista de espera das cirurgias e pela demora na sua programação, pelo recorde do número de desempregados, pela diminuição das prestações sociais, penalizando os mais desfavorecidos, pelo desperdício de dinheiros públicos em estudos e auditorias que não dão em nada, por termos sido o país com o maior aumento da carga fiscal em toda a Europa, pelos preços exorbitantes dos combustíveis, penalizando o desenvolvimento económico, pela elevada corrupção instalada nos organismos do Estado, pelos preços elevadíssimos dos livros escolares quando o governo diz que o investimento na Educação é fundamental, pela quase destruição do orgulho de ser português, baixando a motivação e “obrigando” muita da nossa mão-de-obra qualificada a deslocar-se para outros países, pelo aumento do fosso entre ricos e pobres, pelos casos de justiça que envolvem o primeiro-ministro e que nunca foram convenientemente investigados até ao fim, descredibilizando a Justiça, pelo pior dos ministros das Finanças da EU, pelas mentiras sucessivas e pelo sorriso de satisfação do nosso PM, etc..

Enfim, a lista é interminável.

Por todas as dificuldades que sofremos até agora e pelas bastante acrescidas que iremos sofrer nos próximos anos, a todos esses socialistas amigos do “povo”, um sincero MUITO OBRIGADO.

Quanto aos restantes que não votaram nos socialistas nem os apoiam, não gostam deste governo mas que também não participam na vida política de forma mais activa, pelas mais variadas razões, penso que têm poucas escolhas:

  • Ou começam a interessar-se por esses assuntos, uma vez que é a política que lhes dá ou tira tudo (p.e. através do Orçamento de Estado) e começam a fazer parte do processo, participando de forma mais activa, a lutar pelos seus direitos e por aquilo em que acreditam;

  • Ou estarão sempre sujeitos à vontade dos outros e aí, na minha perspectiva, perderão alguma da legitimidade para reivindicar o que quer que seja.

Desejo um Bom Ano de 2011 a todos.


João Pando

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